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Os desafios para o desenvolvimento sustentável na Amazônia Legal – PARTE I

Publicada em 29/06/20 as 10:32h por João Bosco Campos - 3 visualizações


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Os desafios para o desenvolvimento sustentável na Amazônia Legal – PARTE I

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O Planeta Terra não é de nossa propriedade e nem foi herdado de nossos ancestrais. Na realidade, nos é emprestado de nossos descendentes. Todavia, estamos deixando como herança um mundo que vale menos do que aquele que recebemos por empréstimo.

 

Nossa geração é a primeira a afetar o clima terrestre e a última que não pagará o preço de tal feito. Será que em razão do que está ocorrendo com o nosso planeta teríamos coragem de nascer na metade do próximo século?

 

Sabemos que estamos em uma rota de colisão, assim como sabemos o que deve ser feito para evitar o desastre iminente, pois nosso atual sistema econômico, sem perceber, acaba por colocar em perigo a capacidade do planeta de autorrenovação.

 

Todos nós temos conhecimento dos desafios que temos pela frente. Muitos de nós, inclusive, temos o que podemos chamar de uma consciência ecológica.

 

Este é o paradoxo: sabemos que o tempo está se esgotando, mas não tomamos iniciativas para mudar o atual “status quo” antes que seja tarde demais. Cada um de nós precisa fazer um pequeno sacrifício a fim de encontrar um novo e necessário rumo para salvar o futuro de nossas crianças, da civilização e da dignidade humana.

 

O futuro não é algo que simplesmente acontece por si só. Estamos criando o amanhã neste exato momento. Muitas pessoas sentem-se como meros espectadores dos fatos, mas devemos aprender que todos nós somos atores e que estamos modelando nosso futuro agora mesmo.

 

Uma rã posta na água fervente saltará rapidamente para fora, mas se a água for aquecida gradualmente, ela não se dará conta do aumento da temperatura e, tranquilamente, será fervida até a morte. Algo semelhante está ocorrendo com a gradual destruição do ambiente. Uma coisa é certa: ninguém pode nos salvar a não ser nós mesmos.

 

A Amazônia Legal brasileira abrange os Estados do Amazonas, Amapá, Acre, Mato Grosso, oeste do Maranhão, pequena porção de Goiás, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, com uma superfície de aproximadamente 5 milhões de Km2, ou seja, 59% do território nacional. Ela abriga metade das espécies conhecidas de plantas tropicais, uma variedade de peixes maior que a do oceano Atlântico, e é a maior bacia hidrográfica do mundo, com aproximadamente 80 mil quilômetros de rios navegáveis.

 

O ecossistema amazônico constitui um grande reservatório da biodiversidade do planeta, com grandes potenciais ainda inexplorados. Também abriga imensas quantidades de minérios, terras agricultáveis e outros tantos recursos. Explorar racionalmente os recursos disponíveis é a proposta de desenvolvimento sustentável que achamos que deve ser defendida.

 

Há um forte consenso sobre a necessidade de explorar de forma sustentável a floresta amazônica, considerada um dos grandes recursos da região e o principal vetor na definição da sua vocação econômica.

 

Contudo, a Amazônia Legal é muito mais do que uma floresta, comportando vocações múltiplas, e por isso não deve priorizar uma única estratégia de desenvolvimento. Os recursos minerais e o enorme potencial de energia renovável, representado pelos recursos hídricos abundantes, aliados à ideia de que a agricultura e a pecuária são necessárias e possíveis na região, sobretudo em áreas já desmatadas, são opções de suas vocações.

 

Os movimentos sociais e os ambientalistas enfatizam a importância da economia baseada na exploração sustentável da floresta em pé e a necessidade de reforçar práticas de “agricultura sustentável”, baseadas sobretudo na pequena produção e voltada para o mercado interno.

 

O ecossistema amazônico é muito importante para o planeta. Portanto, é imprescindível investir na Amazônia não só para explorá-la, mas para conhecer o funcionamento de seu complexo ecossistema, de forma a extrair suas riquezas sem comprometer a qualidade de vida na Terra. É uma tarefa complicada, mas que não deve ser relegada a segundo plano, sob pena dos benefícios obtidos não compensarem eventuais conseqüências negativas de sua má exploração.




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